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Marcha Geral 2010

O tema “Arquizéus”, com letra e música de José Luís Faísca, venceu o concurso da Marcha Geral do Carnaval da Nazaré 2010.
A selecção teve lugar no passado dia 22, perante um júri constituído pelo presidente da Câmara Municipal, pelo rei do Carnaval da Nazaré 2009, por um representante da direcção da Rádio Nazaré, pelo representante das salas de baile e por uma personalidade ligada `a música.
Estiveram a concurso seis temas, cuja boa qualidade geral foi salientada pelo júri no final do processo de selecção.
A marcha vencedora, da autoria de José Luís Faísca, conta com a interpretação de José Artur Pilo e com produção de Mário João.
De acordo com a tradição, a Marcha Geral é o tema musical que identifica, em cada ano, o Carnaval da Nazaré e o seu mote.
O concurso da Marcha Geral do Carnaval da Nazaré é uma iniciativa da Câmara Municipal, que atribui um prémio monetário de 250 euros ao tema vencedor.

 
Carnaval da Nazaré já tem Reis 2010

 

Polcínia Ova e António Lopes são os Reis do Carnaval da Nazaré 2010. Os nomes de Suas Altezas Reais resultaram da escolha dos grupos de Carnaval, que se reuniram no passado dia 14 de Janeiro, para eleger os representantes máximos do Carnaval da Nazaré 2010.
A escolha seguiu a tradição do Carnaval nazareno: os Reis são pessoas da terra com reconhecidas credenciais enquanto foliões e dinamizadores desta que é a principal festividade das gentes da Nazaré.
"Carnaval da Nazaré 2010 - Só o Caguêra é que partiu os pés" é o mote da edição deste ano.
Entretanto, está a decorrer o concurso para a composição da Marcha Geral do Carnaval da Nazaré, que termina no próximo dia 22. O regulamento poderá ser consultado aqui.

 
Bem vindo ao Carnaval da Nazaré



O Carnaval, na Nazaré, é muito mais do que alguns dias de folia e extroversão. É um estado de alma, uma referência cultural, um devir colectivo.
Por isso, o Carnaval na Nazaré não é igual a nenhum outro e assumiu, por brincadeira, a assinatura de “o mais nazareno de Portugal”.
O Carnaval da Nazaré não se explica, sente-se. Em primeiro lugar, é uma festa dos nazarenos, uma folia espontânea que está longe de se esgotar nos desfiles carnavalescos, tão procurados pelos visitantes.
O sentir do Entrudo faz-se nos bailes das colectividades, nas brincadeiras que saem à rua, nas cegadas que não poupam ninguém do julgamento público.
Para este Carnaval, não se convidam artistas da televisão, não há corsos com figurantes nem escolas de samba. Os reis são foliões nazarenos com provas dadas em carnavais passados e a Marginal acolhe todo o povo mascarado, transformando-se num “marchódromo” (as marchas, emblema musical de cada grupo carnavalesco, constituem outra especificidade do Entrudo nazareno).
Desde há largas décadas, esta maneira genuína de viver o Carnaval cativou e inspirou artistas. A prosa poética de Alves Redol sintetiza a importância desta festa para as gentes da Nazaré - «Todos precisam de se divertir. Porque a vida corre bem? Não, quase sempre porque a vida corre mal. Mas o coração da gente rebenta se nele só morar a tristeza».
Por isso, celebre-se a vida e a alegria! O Carnaval está aí!